Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
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O presidente do banco central alemão, Jens Weidmann, rejeitou os pedidos defendidos pela França para o uso de títulos conjuntos europeus para impulsionar o crescimento econômico na Europa, ao afirmar em uma entrevista ao jornal francês Le Monde que "esse debate me irrita um pouco".
"É uma ilusão achar que os eurobônus vão resolver a atual crise", disse o presidente do Bundesbank.
Promover o crescimento econômico na região endividada exige reformas estruturais e não mais gasto público, ainda mais quando não há certeza de que o que esteja faltando são gastos em infraestrutura, disse ele.
"Não se pode dar a alguém seu cartão de crédito sem ter maneiras de controlar os gastos", disse ele.
O presidente francês, François Hollande, está pressionando seus parceiros europeus para se comprometerem com os eurobônus, apesar da forte oposição da chanceler alemã, Angela Merkel.
Weidmann, também membro do conselho de administração do Banco Central Europeu, afirmou ainda que a ajuda financeira à Grécia deve parar se o país não respeitar os compromissos que assumiu em troca de ajuda externa.
Ele também defendeu o papel do BCE na luta contra a crise da dívida da zona do euro, afirmando que a entidade comprou tempo ao emprestar aos bancos na região a taxas de juros baixas, mas que tal empréstimo tem seus limites.
"É como morfina. Alivia a dor, mas não cura a doença. Pode até ter efeitos colaterais, ao adiar os ajustes no setor bancário por exemplo."