Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
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Atualizado às 16h10.
O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse nesta quarta-feira que gostaria que o pagamento mínimo obrigatório nas faturas de cartão de crédito fosse maior.
Hoje, o consumidor pode optar por pagar apenas 15% do valor da fatura na data de vencimento e quitar o restante depois. O problema é que esse valor que é postergado -- conhecido como crédito rotativo -- é corrigido por juros elevados. Isso aumenta rapidamente o valor da dívida, e muitas pessoas acabam inadimplentes.
"Certamente, na programação [do consumidor], o pagamento deveria ser integral, porque financiar no rotativo são taxas nesse valor [elevado]. Nós gostaríamos de ter um pagamento mínimo muito maior, mas certamente no curto prazo isso criaria um problema para as pessoas que estão nesse processo [de pagamento do valor mínimo]", afirmou.
A taxa de juros cobrada no cartão vem recuando, refletindo a redução da Selic (taxa básica de juros da economia) pelo Banco Central.
Segundo divulgou hoje a Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), a taxa de juros média cobrada no cartão de crédito recuou de 6,12% ao mês (103,97% ao ano) em julho para 6,02% ao mês (101,68% ao ano) em agosto. É a menor taxa de juros desde o início do levantamento, em 1995.
Em 2010, o BC determinou o aumento do percentual mínimo de pagamento de 10% para 15%. Estava prevista nova elevação para 20% no final de 2011, mas o BC desistiu desse novo aumento.
Tombini abordou o assunto ao ser questionado sobre as taxas de juros cobradas no cartão de crédito pela senadora Ana Amélia (PP-RS), durante audiência realizada hoje na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.
O presidente do BC disse que, dos cerca de R$ 420 bilhões movimentados por meio de cartões de crédito em 2011, apenas R$ 40 bilhões passaram no crédito rotativo.