Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
As prefeituras de Maringá (PR) e Caruaru (PE) preparam editais de parcerias público-privadas para serviços de coleta e tratamento ... Ler mais
NOVA YORK - Os índices futuros apontam para uma abertura em baixa das bolsas norte-americanas nesta sexta-feira. Depois da recuperação de ontem, as bolsas devem ter outro dia de estresse e encerrar o primeiro mês do ano com perdas, em meio às preocupações com a baixa inflação na Europa, turbulência nos emergentes e resultados corporativos mistos nos Estados Unidos. Às 12h15 (de Brasília), o Dow Jones futuro perdia 0,92%, o Nasdaq recuava 0,36% e o S&P 500 tinha baixa de 0,84%.
O recorde de baixa inflação na zona do euro, aliado a pressões nas moedas de países emergentes, reduz o apetite ao risco nesta sexta-feira. Parece que as moedas (dos emergentes) não vão se estabilizar enquanto a fonte dos problemas - os déficits em conta corrente - não começar a melhorar, avalia em uma nota a clientes o economista-chefe do Standard Bank, Steven Barrow.
Nos EUA, o dia começou com o anúncio de dados da renda pessoal e do consumo privado de dezembro, mas como esses números eram conhecidos desde ontem, porque fazem parte do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre, o impacto no mercado foi menor. A renda ficou estável e o consumo se expandiu 0,4%.
Depois da abertura do mercado, a Universidade de Michigan divulga o índice de sentimento do consumidor, com a leitura final de janeiro. A expectativa, de acordo com consenso calculado pelo jornal Barrons, é de melhora, para 81. Em dezembro, ele ficou em 80,4. O indicador sai às 12h55 (de Brasília) e dez minutos antes será divulgado o índice de atividade dos gerentes de compra (ISM) de Chicago de janeiro e a projeção é de pequena queda, de 60,2 para 59, influenciado, entre outros fatores, pelo frio intenso na região.
Também está previsto para a tarde desta sexta-feira um pronunciamento do presidente do Fed de Dalas, Richard Fisher, às 16h15 (de Brasília). Ele tem direito a voto este ano nas reuniões do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) e sua apresentação deve atrair atenção por acontecer dois dias após a reunião que decidiu, por unanimidade, cortar as compras de ativos em mais US$ 10 bilhões. Alguns economistas esperavam que Fisher fosse ser voto dissidente, pois ele defende a retirada mais rápida dos estímulos monetários.
No noticiário corporativo, os papéis do Google devem concentrar atenção no pregão de hoje. A empresa divulgou ontem o balanço do quarto trimestre com alta de 17% no lucro, para US$ 3,4 bilhões. O resultado ficou abaixo do previsto, mas as receitas superaram as expectativas do analistas de tecnologia. No pré-mercado, a ação avançava 3,84%.
A agenda de divulgação de resultados hoje é menor do que nos últimos dias, com a bandeira de cartões MasterCard e a petroleira Chevron sendo os principais destaques. A MasterCard anunciou alta de 3% no lucro, mas o número veio pior que o esperado. No pré-mercado, o papel recuava 6,42%. O Walmart também era destaque de queda, caindo 1,01% após cortar projeções para o trimestre fiscal encerrado hoje.