Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
As prefeituras de Maringá (PR) e Caruaru (PE) preparam editais de parcerias público-privadas para serviços de coleta e tratamento ... Ler mais
GABRIELA YAMADA
DE RIBEIRÃO PRETO
Seja por praticidade ou como tentativa de evitar a perda de tempo em filas intermináveis, mais da metade dos motoristas já utilizam nas estradas de São Paulo o sistema de pagamento eletrônico de pedágios.
Operado por três empresas –com uma quarta que deve oferecer o serviço a partir de fevereiro–, o sistema chega a atingir 66% dos usuários de trechos da concessionária Rota das Bandeiras, que tem como principal área de atuação o Corredor Dom Pedro.
Em outras quatro áreas pedagiadas do Estado, o índice também já supera os 60%, o que significa que seis em cada dez veículos passam pelas cabines diretamente e pagam a tarifa em até um mês –no cartão de crédito ou via débito em conta bancária.
O objetivo do governo estadual é que, até 2018, pelo menos 80% da frota esteja equipada com tags (dispositivo que libera eletronicamente a passagem dos veículos nos pedágios) e evite o pagamento manual.
A Folha obteve dados de 14 das 19 concessionárias de rodovias paulistas –cinco não informaram o percentual.
| Leonardo Soares/Folhapress | ||
![]() |
||
| Praça de pedágio da Cônego Domênico Rangoni, que integra o sistema Anchieta-Imigrantes e liga a capital ao litoral sul |
Usuário do sistema há dois anos, o representante comercial Paulo Alberto Arantes disse que chega a economizar meia hora em praças de pedágio numa viagem entre Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), onde mora, e São Paulo, onde fica a sede da empresa em que trabalha.
"É uma diferença absurda de tempo. Por isso, compensa. Mas o fato de cobrarem uma mensalidade alta acho ruim", afirma. Ele paga R$ 13,05 por mês.
Apesar de os motoristas não perderem tempo nas praças de pedágio, isso não evita que, logo ao passar pelas cabines eletrônicas eles eventualmente não enfrentem filas, como nos congestionamentos registrados nos últimos feriados.
Prova disso são trechos administrados pela Ecovias (Anchieta-Imigrantes) e Ecopistas (Ayrton Senna-Carvalho Pinto), que já têm 60% do total de motoristas usando o pedágio eletrônico e que tem longos congestionamentos.
Para o grupo, no entanto, os motoristas usam a alternativa não apenas por causa dos congestionamentos.
"O pagamento eletrônico é uma ferramenta que pode ser utilizada em diversos locais, como shopping e supermercados", informou, em nota, a assessoria de imprensa das concessionárias.
No trecho sul do Rodoanel, dos 95 mil veículos que trafegam no local diariamente, 57,8% passam pelas pistas de cobrança automática.
A escolha pelo pagamento eletrônico também é grande no interior do Estado, onde os congestionamentos são menores. Na Vianorte, por exemplo, que abrange 14 cidades da região de Ribeirão Preto, o índice é de 56%.
Já a Autovias, responsável por ligar Ribeirão a cidades da região, entre elas Araraquara (273 km de São Paulo) e São Carlos (232 km de São Paulo), registra 54,5% de motoristas que utilizam pedágio eletrônico.