Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
As prefeituras de Maringá (PR) e Caruaru (PE) preparam editais de parcerias público-privadas para serviços de coleta e tratamento ... Ler mais
MARIANA SCHREIBER
DE BRASÍLIA
A liberação de crédito para consumidores mostrou recuperação em outubro, após a queda de setembro causada pela greve dos bancários.
Já as taxas de juros continuaram em alta, refletindo a elevação da Selic pelo Banco Central nos últimos meses.
Segundo relatório do BC, o fluxo de empréstimos para consumidores cresceu 5,7% no mês passado, após recuar 3% no anterior. A alta de outubro foi puxada pelas operações de crédito pessoal (5,6%),cartão de crédito à vista (5,8%) e aquisição de veículos (14,2%). As concessões de crédito para empresas também cresceu no mês passado (3,8%).
ALTA DOS JUROS
A taxa média de juros anual cobrada em operações com recursos livres, que correspondem aos empréstimos concedidos pelos bancos de acordo com as condições de mercado, ficou em 29% ao ano em outubro ante 28,4% em setembro.
No segmento de pessoa física, a taxa média anual ficou em 38,3%, aumento de 1,1 ponto percentual. Já no de pessoa jurídica, a alta foi menor, de apenas 0,1 ponto percentual, chegando a 20,8% ao ano.
A alta dos juros torna mais caro fazer compras parceladas e tomar empréstimos, o que desestimula o consumo. O aumento dos juros médios no mercado é reflexo do aumento da taxa básica (Selic), que ontem subiu pela sexta vez desde abril, para 10% ao ano. O BC está elevando os juros para controlar a inflação.
No caso dos recursos direcionados, que incluem os financiamentos concedidos pelo BNDES, o crédito habitacional e o rural, os juros subiram ficaram praticamente estáveis, em 7,4% ao ano.
Com isso, a taxa média de juros total praticada no país subiu de 19,5% em setembro para 19,8% em outubro.