Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
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SÃO PAULO - O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou que o ciclo de aperto monetário iniciado em abril passado já está mostrando alguns resultados, visto que a inflação em 12 meses diminuiu cerca de um ponto porcentual, para 5,6%, e voltará para a meta de 4,5% nos próximos trimestres.
Em entrevista à imprensa estrangeira, Tombini disse que o BC vai fazer o que for preciso para levar a inflação para baixo e manter os mercados de câmbio sob controle. Nós continuamos mantendo um olhar muito atento sobre os acontecimentos com a inflação. Nós queremos garantir que a inflação continue no seu caminho de queda em 2014 e depois disso, afirmou Tombini.
O Brasil está em uma condição confortável para navegar as mudanças na economia global causadas pela redução dos estímulos do Federal Reserve à economia dos EUA e pela desaceleração econômica da China, segundo Tombini. O Brasil foi um dos primeiros a dizer que a transição deveria ser abordada como positiva, afirmou, destacando a redução dos estímulos como um sinal da recuperação dos EUA.
Tombini disse ainda estar satisfeito com a comunicação dos bancos centrais de países desenvolvidos conforme eles desfazem as políticas de estímulo vigentes nos últimos anos, que ajudaram a sustentar o valor do real.
Câmbio. Tombini reafirmou que o câmbio é flutuante e que o atual processo de ajuste é necessário. Ele classificou o câmbio flutuante como uma força no enfrentamento da volatilidade causada pela normalização da política monetária dos Estados Unidos.
Um ajuste nos preços relativos está ocorrendo. Isso é uma parte necessária do processo de transição e não deveria ser confundido com fragilidade, declarou Tombini. Segundo o presidente do BC, a transição na taxa de câmbio está acontecendo tranquilamente e nós temos instrumentos para tornar o processo mais tranquilo.
Tombini citou os leilões de contratos de swap cambial e disse que como não há falta de moedas centrais no Brasil, não existe necessidade de usar as reservas. No entanto, se a necessidade surgir no futuro, todos os instrumentos nessa área estão sobre a mesa, em especial as próprias reservas, segundo Tombini.
O Brasil tem mais de US$ 370 bilhões em reservas internacionais, mas até agora limitou as intervenções a leilões de contratos de swap e linhas de crédito denominadas em dólares.
O BC não espera uma recessão, segundo Tombini. Todas as indicações são de que o PIB do quarto trimestre será positivo, afirmou.
Tombini disse esperar que a meta fiscal do governo para 2014, a ser anunciada até quinta-feira, mantenha a relação entre dívida líquida e PIB em um caminho de queda e que a política fiscal tenha um impacto neutro sobre a economia. Fonte: Market News International.