Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
As prefeituras de Maringá (PR) e Caruaru (PE) preparam editais de parcerias público-privadas para serviços de coleta e tratamento ... Ler mais
SÃO PAULO -
Ao avançar 0,50% na sessão desta quarta-feira, 4, e fechar a R$ 2,3890 no mercado à vista de balcão, o dólar alcançou o maior patamar desde 22 de agosto deste ano. Naquele dia, a moeda americana havia encerrado a R$ 2,4380, na maior cotação do ano. Em meio à pressão do mercado, na mesma noite o Banco Central anunciou seu programa de intervenções diárias, por meio de leilões de swap de segunda à quinta-feira e de linha às sextas-feiras.
Essas intervenções vinham acalmando o mercado. Nas semanas seguintes, a moeda americana chegou a ser cotada perto de R$ 2,15 no balcão. Porém, nos últimos dias a pressão de alta voltou com mais força, com o dólar recuperando diversos níveis ante o real e se reaproximando dos R$ 2,40 - um nível verificado antes de o BC lançar seu programa de leilões.
Por trás do avanço mais recente estão a desconfiança com a economia brasileira e a perspectiva de que o Federal Reserve pode iniciar a retirada de seus estímulos à economia americana em um futuro próximo.
Dia. O dólar operou volátil o dia todo, sob influência da produção industrial de outubro no Brasil e da criação de vagas nos Estados Unidos. O mercado também viveu ainda a ressaca do PIB negativo do terceiro trimestre, divulgado pelo IBGE na terça.
Depois de abrir perto da estabilidade e, em seguida, testar a mínima a R$ 2,3720 (-0,21%), a moeda americana saiu do campo negativo diretamente para renovar máximas, até R$ 2,3820 (+0,21%) no balcão, reagindo à criação de vagas no setor privado dos EUA, que somou 215 mil empregos em novembro, acima da previsão de criação de 178 mil vagas.
Lá fora, o dólar ganhou força depois desse dado, porque eleva expectativas sobre os números oficiais do mercado de trabalho do país que serão divulgados na sexta-feira. Indicadores positivos dos EUA reforçam a possibilidade de início da retirada de estímulos neste mês, disse um operador de uma corretora.
A produção industrial brasileira de outubro apresentou alta de 0,6% ante setembro, no teto das estimativas dos analistas. O resultado, um dia após a decepção com o PIB negativo do terceiro trimestre, na margem, dá um certo alívio para os mercados, ao sinalizar que os últimos três meses do ano podem reverter a tendência de queda da atividade.
Leilão do BC. O Banco Central vendeu nesta quarta todos os 10 mil contratos de swap cambial ofertados, no valor de US$ 496 milhões. A oferta foi dividida em dois vencimentos, mas, para os títulos com prazo em 5 de março de 2014, o BC rejeitou todas as propostas. Os contratos negociados pelo BC hoje terão como data de emissão e liquidação o dia 5/12/2013.
Esta operação faz parte do programa de leilões diários no mercado cambial anunciado no dia 22 de agosto e que conta com operações de swap de segunda a quinta-feira, no valor de US$ 500 milhões cada, além de leilão de linha às sextas-feiras, no total de US$ 1 bilhão. Até o fim do ano, o BC espera ofertar cerca de US$ 100 bilhões por meio desses leilões diários. Esta oferta de títulos, de acordo com o BC, deve durar, pelo menos, até o final do mês.