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Além de ter desembolsado R$ 15 milhões para tentar inocentar o ex-presidente Andres Sanchez de ação criminal, o Corinthians parcelou toda sua dívida fiscal. Na última sexta-feira, o clube financiou a dívida de cerca de R$ 100 milhões com a Receita em 180 meses –15 anos.
O clube aderiu ao Refis (programa de refinanciamento de dívidas fiscais do governo) para terminar com as dívidas tributárias alvinegras que haviam em aberto.
O Corinthians, inclusive, precisou pagar uma entrada para formalizar o financiamento. Desembolsou aproximadamente R$ 6 milhões.
Essas dívidas são referentes a impostos não pagos pelo clube na década passada. A partir de 2011, de acordo com a denúncia do Ministério Público Federal, os tributos foram pagos.
A diretoria do Corinthians entende que, a partir de agora, não sofrerá mais com ações cobrando as dívidas e poderá receber sem problemas o patrocínio da Caixa, que só é liberado caso o time não possua nenhuma pendência com o Fisco.
| Rodrigo Capote/Uol | ||
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| Andres Sanchez durante entrevista em junho |
MANOBRA
O Corinthians precisou utilizar a sua principal fonte de receita, os direitos de transmissão dos jogos, para quitar a dívida fiscal de R$ 15 milhões, alvo de denúncia do Ministério Público Federal, e pagar a entrada no Refis, de R$ 6 milhões.
A Folha apurou que o Corinthians solicitou um empréstimo ao banco BMG, oferecendo como garantia os seus direitos de TV. E o valor obtido no financiamento teve como fim o pagamento da dívida tributária, contraída na gestão do ex-presidente Andres Sanchez.
A operação funciona da seguinte maneira: o Corinthians oferece uma receita futura de direito de transmissão ao BMG, que, com essa garantia, repassa o dinheiro do empréstimo ao clube.
Uma das principais motivações do clube para o pagamento das dívidas é livrar o ex-presidente Andres Sanchez e outros três dirigentes da ação criminal que o Ministério Público Federal move contra eles. A maior parte das acusações são de apropriação indébita de tributos, ou seja, de impostos descontados do pagamento de funcionários, mas que não foram repassados aos cofres públicos.
Além de Andres, estão sendo acusados Roberto de Andrade (ex-vice e pré-candidato à presidência do clube), André Luiz de Oliveira (ex-diretor administrativo) e Raul Corrêa da Silva (diretor financeiro à época, que permanece no cargo). Todos compunham a diretoria de Andres.