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DE SÃO PAULO
Atualizado às 17h24.
As taxas médias de juros ao consumidor ficaram estáveis em novembro na comparação com o mês anterior, depois de registrarem seis altas seguidas no ano, informou nesta quarta-feira (11) a Anefac (associação dos executivos de finanças). Os patamares seguem sendo os maiores desde novembro de 2012.
De acordo com o estudo, os juros médios para pessoa física apresentaram alta de 0,01 ponto percentual no mês, passando de 5,56% ao mês (ou 91,42% ao ano) em outubro para 5,57% ao mês (ou 91,64% ao ano) em novembro.
De acordo com o estudo divulgado nesta quarta-feira pela associação, das seis linhas de crédito pesquisadas, três registraram alta: juros do comércio e empréstimo pessoal concedido por bancos e financeiras.
As outras três --rotativo do cartão de crédito, cheque especial e financiamento de veículos-- se mantiveram estáveis.
TAXA DE JUROS PARA PESSOA FÍSICA AO MÊS EM NOVEMBRO
| Linha de crédito | Taxa em novembro de 2013, ao mês | Taxa em outubro de 2013, ao mês |
|---|---|---|
| Juros no comércio | 4,20% | 4,19% |
| Cartão de crédito | 9,37% | 9,37% |
| Cheque especial | 7,89% | 7,89% |
| CDC -bancos- financiamento de automóveis | 1,65% | 1,65% |
| Empréstimo pessoal (bancos) | 3,18% | 3,16% |
| Empréstimo pessoal (financeiras) | 7,10% | 7,09% |
| Taxa média | 5,57% | 5,56% |
Os juros médios para empresas ficaram estáveis em 3,18%, os maiores desde novembro de 2012.
A taxa média no capital de giro se manteve estável em 1,61%.
Os juros de desconto de duplicatas tiveram alta de 2,30% a 2,31%, e os de conta garantida caíram de 5,73% para 5,71%.
Segundo Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor da entidade, a alta da taxa básica de juros (Selic) de 9,5% para 10% ao ano na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), em 27 de novembro, ainda não foi repassada para as operações de crédito, o que levou à estabilidade dos juros ao consumidor no mês passado.
"Isso já aconteceu em meses anteriores, principalmente quando a reunião ocorre no final do mês e essa alta da Selic não é repassada para as taxas de juros para pessoa física. Mas esperamos ver uma elevação nos juros em dezembro", diz.
A tendência é que os juros continuem subindo nos próximos meses, afirma. Isso porque os últimos indicadores ainda apontam pressões inflacionárias no Brasil. Além disso, o IPCA (índice oficial de inflação) está acima do centro da meta do Banco Central. Para o diretor da Anefac, esses fatores indicam que o BC elevará a Selic na próxima reunião do Copom, em janeiro.
Ricardo Rocha, professor do Insper, instituto de ensino e pesquisa, lembra que um dos objetivos do aperto monetário do Banco Central é desacelerar o consumo por meio da menor concessão de crédito à população. "Os empréstimos ficam mais caros e a própria política de concessão de crédito dos bancos se torna mais rígida para amenizar o risco de calote do consumidor, já que a renda não acompanha o aumento dos juros", diz.